O grande desafio, principalmente para as mulheres, ao iniciar uma dieta saudável é o controle da ingestão de doces. A maioria das pessoas iniciam essa ‘batalha’ de forma equivocada, realizando uma espécie de ‘barganha alimentar’: ‘vou almoçar apenas uma saladinha de folhas para mais tarde comer aquele bolo de chocolate sem culpa’, ‘hoje vou passar o dia tomando apenas líquidos, para me empanturrar de sorvete com as amigas’.   Mas por que isto não faz sentido?  Ingerir porções minúsculas ou, até mesmo, pular refeições, vai fazer com que a fome se acumule e, então, a oportunidade de comer uma porção de doce que seja muito atraente para seu paladar tem grandes possibilidades de se transformar em um ‘pé na jaca’ de proporções gigantescas! Porque se a fome é grande, o descontrole estará iminente. Desta forma, seria mais lógico manter o estômago saciado, o que levaria a ingerir porções menores de doce e ficar igualmente satisfeito.

Outro hábito que incentiva o consumo desenfreado de doces é manter estoques em casa ou na gaveta do seu escritório. É uma tentação completamente desnecessária, você não precisa passar por essa provação, portanto evite comprar mais doces que o necessário, use o bom senso. E se você costuma ganhar muitos doces, compartilhe e comece a propagar a ideia de ‘ser saudável’, deixe transparecer que seus hábitos mudaram, certamente seus amigos e colegas começarão a te presentear com opções mais leves de guloseimas. Reeducação alimentar também envolve terceiros!

É interessante trabalhar com substituições, uma vez que frutas secas ou frescas combinadas com oleaginosas (castanhas, castanhas do Pará, amêndoas, nozes etc) podem muito bem começar a compor seus lanches. Barras de cereais também podem ser boas opções, mas deixo aqui o alerta para a análise de suas tabelas nutricionais. A maioria das pessoas vivem presas à contagem de calorias e acabam fazendo más escolhas. As calorias em uma dieta são importantes para chegarmos a objetivos específicos, mas não podemos nos preocupar apenas com a quantidade de calorias e basear nossa dieta nisto. Os nutrientes e os benefícios que os alimentos podem proporcionar ao organismo acabam sendo, por vezes, mais importantes. Há alimentos que possuem baixo índice calórico, mas não fazem bem significativo ao organismo, outros são mais energéticos, mas possuem papel importante em nosso organismo. Quer um exemplo? Muitas vezes o pão de forma light é bem menos calórico que o pão de forma integral, entretanto o segundo fornece benefícios através das fibras, enquanto o pão light é feito com farinha refinada. Neste caso, a melhor opção é mais calórica.

Outro fator importante a ser considerado ao escolher um alimento é seu índice de sódio: se um alimento possui quantidade superior a 400mg em 100g de alimento, é muito rico em sódio e deve ser evitado. Embutidos e industrializados costumam ter elevado teor de sódio, o que pode desencadear hipertensão arterial e retenção de líquidos, entre outros. Também é importante considerar que os ingredientes aparecem em ordem decrescente de quantidade: o primeiro é o que está em maior quantidade e o último em menor. Sendo assim, se você está comprando um farináceo integral, o primeiro ingrediente precisa ser a farinha integral e não a farinha de trigo refinada. Também é importante analisar as gorduras. Quando vamos comprar nosso amado chocolatinho, a tendência é pegar uma barra diet, light ou lacfree, sem nem saber o que isto significa, achando que a nomenclatura já indica se tratar de algo que deixará nossa consciência leve. Ledo engano. Em geral, esses chocolates são feitos para pessoas que possuem doenças restritivas e não podem consumir açúcar ou lactose, por exemplo, isto é, não são indicados em dietas de emagrecimento.

Neste caso, o melhor chocolate (para consumir COM MODERAÇÃO) é o amargo, pois quanto maior a percentagem de cacau ( 60, 70, 80%...) menos espaço sobra para o açúcar e a manteiga de cacau em sua composição. E a alfarroba? Também pode ser uma boa opção, pois possui menos açúcar/menor índice glicêmico, mais vitaminas do complexo B que o cacau, não tem cafeína e, para os intolerantes, a maioria dos produtos feitos com ela não possuem lactose, nem glúten.

Excluir o chocolate e os doces definitivamente, passar a vida resistindo a todas as tentações, pode ser uma péssima escolha. Evite situações que levem a sensação de privação e quando for inevitável, não perca a noção do limite. Se achar que deve, consuma moderadamente, prove, ninguém vai levar uma dieta inteira por água abaixo por conta de apenas um brigadeiro. Não sejamos dramáticos(as)! Não tenha vergonha de levar seus lanches e refeições para onde for, enquanto um ou outro perdem tempo fazendo críticas, você alcança seu objetivo.

Nunca esqueçam de consultar médicos, nutricionistas e outros profissionais capacitados para que as dicas possam ser melhor aproveitadas e moldadas aos seus objetivos e necessidades.

 

Texto de Juliana Mangabeira

Temperos Magic Personal Cook/ Blogueira de Vida Fitness e Saudável

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